domingo, 7 de dezembro de 2014

O vício do Açúcar








Quantidade de açúcar nos alimentos







Cuidado: açúcar faz a pessoa parecer mais velha



Pesquisa desenvolvida pelo Centro Médico da Universidade de Leiden e pela Unilever mostrou, pela primeira vez, que existe relação entre açúcar e envelhecimento. Pessoas com nível mais alto de açúcar no sangue aparentam ser mais velhas. A proporção, segundo o estudo, é de cinco meses a mais de idade para cada aumento de 1 mmol/litro de açúcar no sangue. Isso porque os açúcares são verdadeiras fábricas de radicais livres. Eles se acumulam lentamente ao longo do tempo, acelerando o processo de envelhecimento celular e, consequentemente, o aparecimento de rugas e linhas de expressão.


Açúcar e depressão


Sim, até depressão

O açúcar é uma substância estimulante do sistema nervoso e seu consumo em excesso provoca um aumento brusco da glicemia, seguido de sua queda. Essas oscilações de glicemia são acompanhadas de depressão e fadiga, gerando o desejo de consumir mais açúcar. Isso desgasta o sistema nervoso, o que pode ser agravado por uma deficiência da Vitamina B1, que é protetora do sistema nervoso. Portanto, o vício do açúcar pode estar relacionado com a causa da depressão e a interrupção do seu consumo pode ajudar no tratamento, lembrando que nos primeiros dias de abstinência é normal sentir desconforto devido ao processo de desintoxicação do corpo.


Alguns cânceres podem estar relacionados ao açúcar


Pesquisadores do Huntsman Cancer Institute em Utah descobriram que o açúcar realmente alimenta tumores. Isso porque o excesso de insulina provoca o crescimento tumoral, e as células de muitos tipos de câncer (de mama, ovário, próstata, reto, pâncreas, trato biliar, pulmão, vesícula, estômago etc) dependem de insulina para crescer e se multiplicar. Quanto mais insulina circular no sangue, mais facilmente o câncer se desenvolve. Em 1923 já era sabido que células cancerígenas necessitam de muito mais glicose para sobreviver do que células normais. Em junho de 2012, foi publicada pesquisa (no artigo Molecular System Biology) demonstrando que a privação de glicose ativaria todo um processo que levaria à morte de células cancerígenas como resultado de uma intrincada acumulação tóxica. Além disso, segundo os pesquisadores, muitas células pré-cancerosas jamais se transformariam em malignas se não tivessem insulina a seu dispor. Outra pesquisa, realizada por cientistas das universidades de Aberdeen e Edimburgo, que analisou dois mil pacientes na Escócia, revelou que refrigerantes, bolos, biscoitos doces e sobremesas podem aumentar os riscos de câncer de intestino. Além disso, o açúcar destrói as bactérias benéficas do intestino, aumentando a população de parasitas, especialmente o fungo Candida Albican.

Imunidade e o açúcar

Acabando com a imunidade

Outro estudo aponta que o açúcar branco pode desativar o sistema imunológico e prejudicar as defesas do organismo contra doenças infecciosas. Isso porque o açúcar pode alterar a capacidade das células brancas do sangue de destruir as bactérias. Um fato ocorrido nos Estados Unidos evidencia essa questão. Durante uma epidemia de pólio em 1949, na Carolina do Norte, o Dr. Benjamin Sandler promoveu a ideia de que o açúcar era o fator que mais contribuía para se contrair a doença. Com o auxílio de publicidade na emissora de rádio local e nos jornais, ele pediu aos pais que ajudassem os seus filhos a parar de consumir sorvetes, doces, e outros produtos açucarados, principalmente durante o calor. Felizmente o temor à epidemia fez com que as pessoas dessem ouvidos à advertência, e a incidência de pólio na Carolina do Norte caiu 90% em 1949, em comparação com as regiões vizinhas e outros surtos anteriores.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A gastronomia como cultura



 A gastronomia é um dos principais ingredientes da história de um povo. Mas, no Brasil, comida não é cultura. Nós podemos mudar isso. Apoie o projeto de lei que vai reconhecer oficialmente nossa gastronomia, permitindo o incentivo a pesquisas e estudos, a regulamentação de ingredientes e receitas, e outras formas de
preservar e difundir essa importante manifestação cultural brasileira. Eu como cultura. E você?